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IMPRENSA Artigos
Revista Téchne 134 / Cartas / Engenharia Civil:
Avaliação
ambiental de edifícios Ricardo
Wagner Reis Duarte, engenheiro civil, mestre em Habitação
pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de
São Paulo). Especialista em Estruturas pela UFMG (Universidade
Federal de Minas Gerais) Belo Horizonte (MG)
Revista Téchne 136 / Cartas / Engenharia Civil:
Integração
de projetos Bibliografia
Ricardo Wagner Reis Duarte, engenheiro civil, mestre em Habitação pelo IPT
Concreto sustentável, Téchne 139 Povindar Kumar Mehta, Professor Emeritus em Engenharia Civil na Universidade de Berkeley, "papa" mundial do concreto, disse em entrevista à revista Téchne 139: "[...] é possível reduzir de 20% a 25% o teor de cimento com o uso de superplastificante. Essa questão não é valorizada pela certificação. Se um edifício economizou 2.000 t de emissões de carbono, qual o problema de ser pontuado no LEED? É uma questão global, atual, que deveria ser pensada". Ah, meu Deus! O problema é que o refutável velho sistema de pontuação não comporta a complexidade de sistema orgânico total de edifício. Há certa presunção em qualquer tentativa de avaliar desempenho de edifício com base nesse sistema. Não obstante os argumentos sólidos do proeminente professor Mehta, a pontuação em si não é suficiente para resolver o grave problema em questão. É preciso avaliar com eqüidade! De acordo com Nader (1997:133-134), "na Ética a Nicômaco, Aristóteles traçou, com precisão, o conceito de eqüidade, considerando-a 'uma correção da lei quando ela é deficiente em razão da sua universalidade' e comparou-a com a 'régua de Lesbos' que, por ser de chumbo, se ajustava às diferentes superfícies: 'A régua adapta-se à forma da pedra e não é rígida, exatamente como o decreto se adapta aos fatos'. [...] 'Eqüidade é a justiça do caso particular. Não é caridade, nem misericórdia, como afirmavam os romanos - justitia dulcore misericordiae temperata (justiça doce, temperada de misericórdia). Não é também fonte criadora do Direito, mas um sábio critério que desenvolve o espírito das normas jurídicas, projetando-o sobre os casos concretos'." O autor desenvolveu no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) modelo matemático da régua de Lesbos. No caso de a "pedra" ser perfeitamente plana, o coeficiente de estabilidade da régua de Lesbos (k) é igual a 1. Para superfícies irregulares, k varia de 0 a 1. No caso de a "pedra" não existir (item não obrigatório, não cumprido pelo avaliado), k é igual a infinito. O coeficiente de estabilidade da régua de Lesbos é dado por k = ge, inf./ge, sup. Em que ge, inf. e ge, sup. são, respectivamente, os limites inferior e superior do fator eqüidade. O fator eqüidade calibra o peso da característica. Os resultados da avaliação com uso da régua de Lesbos são desacoplados do avaliador. A régua de Lesbos é universal. Ricardo Wagner
Reis Duarte, engenheiro civil, mestre em Habitação pelo
IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São
Paulo).
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